Blog do Dr Jairo Bouer
 

15/02/2013

Álcool prejudica ciclo do sono

 

Um estudo feito pelo Centro do Sono de Londres, na Inglaterra, mostrou que apesar de o uso de álcool acelerar o início do sono e diminuir o tempo necessário para se entrar em sono profundo, ele diminui o ciclo de sono REM, aquele em que a gente sonha e consolida memórias.

Foram avaliadas cerca de cem pesquisas sobre o uso de álcool antes de dormir. Os resultados mostraram que a fase de sono REM fica reduzida e fragmentada após o consumo de álcool, deixando o sono menos restaurador. Além disso, há mais chance de ronco e apneia obstrutiva, causando microdespertares que fragmentam o sono e deixam-no menos efetivo.

Os pesquisadores indicam que, se a pessoa for beber, é melhor que espere entre uma hora e meia e duas horas para então dormir, diminuindo os efeitos do álcool no sono.

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/acer.12006/abstract.

 

Escrito por Jairo Bouer as 11h02

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Mais mulheres morrem por causa do cigarro

Até há pouco tempo, o câncer de pulmão matava muito mais homens do que mulheres. A justificativa parecia bastante simples: como a doença está quase que estritamente ligada ao tabagismo e os homens fumavam mais do que as mulheres, era natural que mais homens tivessem câncer de pulmão. Mas isso vem mudando a passos rápidos. Uma pesquisa feita com dados de mais de 2 milhões de americanos mostrou que as mortes ligadas ao tabagismo já se igualam entre homens e mulheres. 

Aqui no Brasil a coisa não é tão diferente. Os últimos dados são de 2010 e mostram que foram 13.677 mortes entre homens e 8.190 entre mulheres por câncer de pulmão. Isso sem contar os outros tipos de neoplasia que estão ligados ao cigarro, assim como mortes por infartos, derrames e insuficiência respiratória.

A questão é: as mulheres têm fumado cada vez mais. Hoje a taxa de tabagistas é de 17,9% entre os homens e de 12,7% entre as mulheres. Acontece que cada vez mais homens estão deixando de fumar, enquanto a proporção de mulheres entre novos fumantes aumenta. Se há igualdade na exposição de risco, é natural que haja igualdade nos danos.

O levantamento nos Estados Unidos mostrou que, pela primeira vez, o índice de mortalidade de mulheres fumantes é equivalente a de homens tabagistas. Por causa do início mais precoce do tabagismo e da quantidade de cigarros fumados, a mulher atual tem muito mais chance de morrer por causa do hábito do que as fumantes da década de 1960.

            Nos anos de 1950 e 1960, as fumantes tinham três vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que as mulheres não-fumantes. Entre 2000 e 2010, esse risco subiu para 25 vezes – semelhante ao nível atingindo pelos homens na década de 1980 e mantida atualmente.

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsa1211127.


 

 

Escrito por Jairo Bouer as 11h01

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O Autor

 

Dr. Jairo Bouer

Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a dúvidas através de diferentes meios de comunicação.

Sobre o blog

 

Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e tira dúvidas sobre saúde, sexo e comportamento.

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