Blog do Dr Jairo Bouer
 

19/12/2012

Um único cigarro por dia aumenta morte súbita

Uma pesquisa feita com 101 mil enfermeiras americanas durante mais de 30 anos mostrou que fumar pouco – inclusive apenas um cigarro por dia – aumenta a chance de morte súbita. Os pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, levantaram que houve 315 mortes subidas no período do estudo, sendo 75 entre enfermeiras que ainda fumavam, 148 entre as que tinham parado de fumar e 128 entre as que nunca haviam fumado.

            Depois de parear os dados em relação a outros fatores de risco para morte cardíaca, como pressão alta, colesterol e histórico familiar de doenças do coração, ficou evidente que mulheres que fumavam apresentavam o dobro de chances de morrer repentinamente do que as que não fumavam – ainda que o consumo fosse entre um e 14 cigarros por dia. Para cada cinco anos de tabagismo contínuo, a chance aumentava em 8%.

            Por outro lado, as mulheres que pararam de fumar retornaram ao fator de risco semelhante ao de mulheres que nunca tinham fumado depois de 20 anos longe do cigarro.

Para ler mais sobre o estudo acesse

http://newsroom.heart.org/pr/aha/even-moderate-smoking-associated-241486.aspx

Escrito por Jairo Bouer as 09h50

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Solidão aumenta risco de demência

Um estudo feito na VU University Medical Center, na Holanda, mostrou que as pessoas que se sentem solitárias têm uma chance maior de desenvolver demência. Foram avaliados dois mil idosos com sinais de demência. Cerca de metade deles vivia sozinha, 75% não tinha suporte social e 20% disseram se sentir solitários.

Os participantes foram acompanhados por 3 anos, período em que 9% dos que viviam sozinhos e 6% dos que viviam com outras pessoas desenvolveram demência de fato. A degeneração atingiu 13% dos que se sentiam sozinhos e 6% dos que relatavam manter relações sociais.

A análise dos dados mostrou que os idosos que viviam sozinhos tinham um risco entre 70% e 80% maior de desenvolver demência quando comparados aos que viviam com outras pessoas ou ainda eram casados. Por outro lado, aqueles que se diziam solitários tinham 2,5 vezes mais chances de ter a doença do que os outros – ou seja, o problema não era apenas viver sozinho, mas manter uma vida social com apoio de outras pessoas.

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://jnnp.bmj.com/content/early/2012/11/06/jnnp-2012-302755.abstract?sid=e9b1859d-0747-495f-97da-924954441f38.

 


Escrito por Jairo Bouer as 09h49

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O Autor

 

Dr. Jairo Bouer

Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a dúvidas através de diferentes meios de comunicação.

Sobre o blog

 

Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e tira dúvidas sobre saúde, sexo e comportamento.

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