Blog do Dr Jairo Bouer
 

10/12/2012

Cai a qualidade do esperma dos franceses

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Vigilância Sanitária francês mostrou que houve uma queda significativa na concentração e na qualidade dos espermatozoides dos franceses entre 1989 e 2005.  O estudo contou com dados de mais de 26.600 homens que participaram do programa de ajuda à procriação por terem mulheres completamente estéreis – ou seja, a saúde reprodutiva deles era compatível com a de um homem saudável do resto da população da França.

 

No intervalo de 17 anos, a contagem média de espermatozoides nas amostras de sêmen caiu 1,9% anualmente, totalizando uma queda de 32,2%. Em um homem de 35 anos, a contagem média passou de 73,6 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen para 49,9 milhões. Apesar disso, a média ainda permanece dentro dos padrões considerados férteis pela Organização Mundial de Saúde – acima de 15 milhões/mL.

Além disso, houve uma redução de 33,4% na proporção de espermatozoides com forma normal nas amostras. Segundo os pesquisadores, isso pode ser resultado de interação com o meio ambiente – como contato com substâncias que perturbem o sistema endocrinológico. 

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://humrep.oxfordjournals.org/content/early/2012/12/02/humrep.des415.abstract?sid=8ba0f083-d455-427f-8e4c-4b83d51e84be.

Escrito por Jairo Bouer as 16h08

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Tendência a beber pode ser genética

Pesquisadores da King’s College, na Grã-Bretanha, mapearam uma variação de um gene que estimularia o consumo excessivo de álcool em algumas pessoas. Nomeado de RASGRF-2, o gene seria responsável por aumentar o nível de transmissores cerebrais ligados à sensação de felicidade e que são liberados com a ingestão de álcool. Portanto, pessoas com essa variação teriam uma sensação melhor sob efeito da bebida, o que reforçaria sua vontade de beber mais.

 

Para chegar a esse resultado os pesquisadores avaliaram inicialmente animais. Aqueles que não tinham a variante genética apresentavam menos desejo por álcool do que os animais com a alteração. Numa segunda etapa foram avaliadas ressonâncias magnéticas de 663 garotos de 14 anos. Aqueles com a variação do gene apresentavam uma atividade maior na região do cérebro chamada estriado ventral, responsável pela grande liberação de dopamina – uma proteína ligada à sensação de prazer.

Dois anos depois os rapazes foram questionados sobre os seus hábitos de consumo de bebida. Aqueles com a variante do RASGRF-2 apresentavam tendência de beber mais frequentemente.

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://www.pnas.org/content/early/2012/12/04/1211844110.

Escrito por Jairo Bouer as 16h07

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09/12/2012

Cigarro pode afetar memória

 

Uma pesquisa feita no King’s College de Londres, na Grã-Bretanha, mostrou que o cigarro influencia negativamente na formação de memória, aprendizado e raciocínio lógico. O estudo foi feito com 8,8 mil pessoas com mais de 50 anos, que participaram de testes de memorização de novas palavras e de evocação – eles tinham que dizer o maior número de nomes de animais em um minuto. O teste foi repetido quatro e oito anos depois.

                As pessoas que fumavam apresentavam os piores resultados nos testes. Outros fatores de risco identificados com a queda da capacidade cognitiva foram alta pressão arterial e estar acima do peso. Além disso, quem tinha mais risco de infartos e derrames cerebrais (como aterosclerose) também apresentou uma performance mais baixa nos testes cognitivos.

Para ler mais sobre o estudo acesse https://www.kcl.ac.uk/newsevents/news/newsrecords/2012/11-Nov/Smoking-and-high-blood-pressure-may-be-linked-to-ageing-of-the-brain.aspx.

Escrito por Jairo Bouer as 17h58

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40% das brasileiras em idade fértil não têm filhos

 

Um levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que as mulheres não estão apenas tendo menos filhos. Mais mulheres simplesmente não estão tendo filhos. Entre as brasileiras de 15 a 49 anos, 39,3% não tinham filhos em 2011. Uma em cada cinco (19,7%) tinha apenas um filho e 41% tinham dois ou mais.

            Em 10 anos a taxa de mulheres sem filhos vem aumentando gradualmente. Em 2001, 54,4% das jovens de 20 a 24 não tinham filhos – o índice foi para 62,3% em 2011. Entre as mulheres de 25 a 29 anos, a taxa passou de 31% para 40,8%. Na faixa de 30 a 34 anos, de 12,3% para 25,6%. As mulheres que estudaram mais tempo tendem a ter menos filhos, enquanto as mulheres de baixa escolaridade têm mais filhos e mais cedo.

Para ler mais sobre o levantamento acesse http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2012/default.shtm.

Escrito por Jairo Bouer as 17h58

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O Autor

 

Dr. Jairo Bouer

Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a dúvidas através de diferentes meios de comunicação.

Sobre o blog

 

Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e tira dúvidas sobre saúde, sexo e comportamento.

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