Blog do Dr Jairo Bouer
 

25/07/2011

Estresse materno afetaria bebê ainda no útero

 

            Uma pesquisa feita na Universidade de Kontanz, na Alemanha, mostrou que mães que foram submetidas ao estresse de ter um parceiro violento durante a gravidez tiveram filhos com alterações em um receptor de hormônios relacionado ao estresse. Essa alteração pode fazer com que a criança tenha mais dificuldade em lidar com o estresse no futuro, tendo, inclusive, mais problemas de comportamento e doenças mentais.

            O estudo foi feito com 25 mulheres que tiveram uma gestação em situação tensa e seus filhos que tinham entre 10 e 19 anos. Foram analisados os genes das mães e dos adolescentes. Alguns dos jovens apresentaram alterações no gene que decodifica o receptor de glucocorticoide – responsável por regular a resposta hormonal ao estresse. Essa alteração geralmente ocorre quando o bebê está se desenvolvendo no útero – o que fez os pesquisadores acreditarem que isso seja provocado pelo mau estado emocional da mãe na gravidez.

            Essa alteração parece deixar a pessoa mais sensível ao estresse, reagindo às emoções mais rapidamente no sentido mental e hormonal. O resultado é que esses indivíduos tendem a ser mais impulsivos e podem ter mais problemas para lidar com as emoções. Os pesquisadores ressaltam, porém, que os resultados não são conclusivos, e que outros fatores – como o ambiente social em que a criança cresceu – podem ter influenciado os resultados.

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://www.nature.com/tp/journal/v1/n7/full/tp201121a.html.

Escrito por Jairo Bouer as 16h38

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Botox poderia diminuir percepção das emoções

 

Uma pesquisa feita na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que fazem tratamento estético com Botox tendem a ficar com mais dificuldades para compreender pensamentos e emoções dos outros. Foram comparados voluntários que fizeram aplicação do botox (que paralisa os músculos da face, impedindo a formação de rugas de expressão) e pessoas que usaram preenchimento cutâneo (que atenua as rugas, mas não paralisa os músculos).

            Os dois grupos de voluntários receberam fotos de outras pessoas e tiveram que apontar as emoções envolvidas em cada expressão. O grupo que usou botox teve menos precisão nas suas interpretações. Já as pessoas que fizeram preenchimento cutâneo não apresentaram diferença em relação a um grupo controle (que não fez nenhum tipo de tratamento estético facial).

            O estudo afirma que as rugas de expressão (como pés de galinha, franzido da testa e vincos entre as sobrancelhas) são necessárias para a interpretação das emoções humanas. De acordo com os pesquisadores, ao perder essas marcas, os usuários de botox teriam mais dificuldade para decifrar as emoções alheias - até porque a gente entenderia os sentimentos dos outros imitando involuntariamente suas expressões. Ao fazer essa imitação, sinais nervosos são enviados ao cérebro, que usa a informação para entender o significado emocional das expressões. Os usuários de botox não conseguiriam interpretar as emoções alheias por serem incapazes de imitá-las.

Para ler mais sobre o estudo acesse http://spp.sagepub.com/content/early/2011/04/21/1948550611406138.abstract.

Escrito por Jairo Bouer as 16h37

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O Autor

 

Dr. Jairo Bouer

Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a dúvidas através de diferentes meios de comunicação.

Sobre o blog

 

Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e tira dúvidas sobre saúde, sexo e comportamento.

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