Blog do Dr Jairo Bouer
 

03/02/2010

Metade das pessoas em uma nova relação pode ter HPV

 

            Um estudo feito pela Universidade McGill, no Canadá, sugere que 56% dos adultos jovens que começam uma nova relação podem estar com HPV. O levantamento foi feito com estudantes canadenses de 18 a 24 anos e seus parceiros, que estavam juntos há, no máximo, 6 meses.

            Os resultados mostraram que 56% dos voluntários estavam infectados com HPV, sendo que 44% deles tinham a variação do vírus associada com o surgimento de câncer de colo de útero. Outro dado obtido na pesquisa foi que, se um dos parceiros está contaminado, as chances de outro também ter o vírus aumentam em mais de 50 vezes.

            É bom lembrar que a camisinha não oferece proteção total contra o HPV, já que a lesão pelo vírus pode estar fora da área de cobertura do preservativo, como na base do pênis, raiz da coxa, entre outras.

            Já existem vacinas contra HPV aprovadas para garotas de 9 a 26 anos. Alguns países já liberaram o seu uso também em homens jovens. No Brasil, as autoridades estudam a ampliação do uso de vacina para mulheres até 45 anos e, também, para homens jovens, embora ainda não haja uma posição oficial a esse respeito. Aqui, a vacina só está disponível em clínicas particulares de vacinação e são necessárias três doses. Não existe vacina gratuita nos serviços públicos.  

Para ler mais sobre a pesquisa acesse http://www.mcgill.ca/newsroom/news/item/?item_id=113324.

Escrito por Jairo Bouer as 14h51

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Estudo americano reforça queda de DST com circuncisão

Uma pesquisa feita na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, reforçou a ideia de que a circuncisão deve ser adotada rotineiramente com intuito de diminuir o risco de transmissão de DSTs, incluindo a Aids. O estudo acompanhou 3.500 homens sexualmente ativos por dois anos em Uganda.  As evidências sugerem que os homens circuncisados têm até 60% menos risco de contrair o HIV, 30% menos risco de HPV e 25% menos risco de herpes.

Hoje a circuncisão é feita principalmente por motivos religiosos e para tratar fimose. Nos Estados Unidos ela é bastante adotada para facilitar a higiene e realiazada quando o garoto ainda é recém-nascido. O que os cientistas defendem no estudo é que o procedimento deve ser adotado em todos os bebês, independentemente da religião ou da presença de fimose.

No ano passado a Unaids e a OMS (Organização Mundial da Saúde) se manifestaram a favor dessa posição (adoção da circuncisão em homens) em países em que os índices de HIV são bastante elevados, como é o caso de boa parte do sul da África. 

Para ler mais sobre o estudo acesse http://archpedi.ama-assn.org/cgi/content/short/164/1/78?home.

Escrito por Jairo Bouer as 14h43

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O Autor

 

Dr. Jairo Bouer

Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a dúvidas através de diferentes meios de comunicação.

Sobre o blog

 

Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e tira dúvidas sobre saúde, sexo e comportamento.

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